Historia do Urbanismo Contemporaneo

  • Como as teorias de diferentes pensadores são aplicados nos projetos atuais
  • Ao longo da historia, a humanidade tem tentado encontrar uma solução na qual os homens puseram viver juntos, formando pequenas comunidades que pouco a pouco se foram transformando em cidades. Mais tarde, o problema foi como organizar estas cidades para que puseram ter um numero mais grande de habitantes. Mas hoje em dia, o problema que enfrentamos é, que fazer para que as cidades existentes sejam melhores para a habitabilidade de seus habitantes. Muitos teóricos, acadêmicos e arquitetos fizeram teorias  e modelos urbanos, existem diferentes opiniões referentes ao urbanismo, empezando com a Jane Jacobs, uma periodista norte americana e seu livro “A Morte e Vida das Grandes Cidades” publicado em 1961. Também os arquitetos Kees Christiaanse da firma KCAP con seu livro “The Open Cities and its Enemies” e James Corner da firma Field Operations em seu artigo “Recovering Landscape”, o arquiteto Manuel de Sola Morales quem com seu livro “De Coisas Urbanas” expor seu jeito de pensar e explica seus projetos.
     
    Uma das principais opiniões da historia no tema de urbanismo e como criar cidade e da Jane Jacobs. Uma periodista e ativista dos estados unidos que se interessou nos estudos de urbanismo, reconhecida por o livro  “A Morte e Vida das Grandes Cidades Americanas” (The Death and Life of Great American Cities). Que argumenta como a renovação do urbanismo de 1950 não tem respeito pelas necessidades dos habitantes da cidade, acabou com as comunidades e se criaram espaços urbanos isolados e antinaturais. Jacobs fala de diferentes aspectos que rijem uma cidade como a habitabilidade, o trafico, a economia, a seguridade, a participação entre muitos outros. As conclusões as que chega Jacobs podem ser analisadas e divididas em diferentes conceptos, os quais podem ser aplicados a diferentes projetos do urbanismo atual.
     
    Um exemplo  que pode ser relacionado com os princípios da Jane Jacobs em o livro A Morte e a Vida das Grandes Cidades é o projeto de Hafencity na cidade de Hamburgo na Alemanha. Com uma área de 157 hectares e é constituído por habitação, oficinas, comercio, projetos culturais e institucionais e também espaço publico. A data de construção iniciou em o 2000 e a data estimada de finalização do projeto e o 2030. Hafencity é um projeto que a partir da reurbanização da antiga zona portuária, pretende criar um novo distrito para a cidade de Hamburgo. Estando numa zona estratégica, muito perto do centro da cidade e também com as vantagens  que da um porto, este é um ponto ideal para a criação de novas vivendas, novos prédios de oficinas, espaços e equipamentos culturais para a recreação dos cidadãos. Depois de ser um dos principais portos de Hamburgo e da Alemanha, e ser destruído pela segunda guerra mundial, Hafencity virou um lugar esquecido e abandonado.
     
    No planeamento do desenho maestro, se usam conceptos teóricos planteados por Kees Christiaanse (criador e diretor da firma de arquitetos KCAP, encargados do desenho de Hafencity) no artigo chamado “The Open Cities and its Enemies”, dirigidos a criar espaços diversos e cheios de atividade.  Neste artigo Christiaanse faz referencia á Jane Jacobs como bem descreve o arquiteto na entrevista com Giulio Margheri onde fala do futuro da urbanização. “Mr Christiaanse, during interviews you often quote Jane Jacobs, as well as in “The open city and its Enemies” where she is used as a key figure to explain the Open City… is she still actual? How is she relevant for urban scale projects?” (pergunta de Giulio Margheri a Kees Christiaanse na entrevista). O Christiaanse da como reposta que ele não acha que o livro da Jacobs em 1960 tenha todo o que se deve saber da teoria urbana, mas que certamente e um livro muito importante que cobre temas atuais do urbanismo. O arquiteto explica que a Jane Jacobs escreveu sobre coisas extremadamente praticas e baseou seu trabalho em observação empírica, que suas conclusões não aplicam só na escala humana, os conceitos podem ser extrapolados e aplicados na escala da cidade. Por exemplo o conceito de “Open City” Cidade Aberta, onde a cidade tem a máxima permeabilidade e transparência é um principio que pode ser utilizado na escala pequena o na escala grande.
     
    A continuação se vai analisar o projeto de Hafencity em relação com os princípios da teoria de Christiaanse. A mistura de usos é uma ideia muito importante para o desenvolvimento de Hafencity e também tem um papel importante no livro da Jacobs. A combinação de vivenda com oficina, comercio, equipamentos culturais e parques reafirma as complexas relações sócias que se pretende entre os prédios, os programas e o espaço publico. As interações microeconômicas planteadas por o arquiteto holandês se vem refletidas no projeto pelos diferentes serviços propostos que geram um numero mais alto de empregos, como guardarias, jardinarias, padarias entre outros. Também se trabalha o espaço aberto, sem nenhuma barreira visual o acústica, que pretende gerar uma sociedade multicultural onde se desenvolvem diferentes tipos de atividades sem nenhuma forma de setorização. Em Hafencity é essencial ter em conta o contexto onde se desenvolve o projeto, para aproveitar y potencializar sua ubiquação, próxima ao centro histórica da cidade e por virar um catalizador urbano. Igualmente se desenvolvem projetos descentralizados e organizados ao longo dos 10 bairros planteados. Se pretende lograr um desenvolvimento ao em torno e empezar uma revitalização econômica e do sistema de transporte. Por ultimo se utiliza a ideia de pedaços de identidades, onde se pensa a ideia de diferentes comunidades com diferentes entornos étnicos, sócias e culturais onde se logrem intercâmbios, interações produtivas e exista um movimento livre de pessoas e ideias.
     
    Outro projeto que tem como referencia os princípios da Jane Jacobs é o HighLine de Nova lorque. É um parque urbano elevado sobre uma antiga linha ferroviária. Esta dividido em três seções nas quais se desenvolvem diferentes atividades, inspirado pela melancolia e a beleza duma ruina pós-industrial, este parque abraça a herança  que deixo o passado, aproveita a biodiversidade que cresceu naturalmente para criar uma serie de micro climas (sol, vento, agua, sombra, etc) que se incorporam no design arquitetônico e no jeito de viver a experiência do parque. O HighLine é um projeto feito pela oficina de arquitetura Diller Scofidio+Renfro, é um equipe de design interdisciplinar que integra arquitetura, artes visuais e artes cênicas de Nova Lorque. Foi feito também em conjunto com o arquiteto James Corner de Field Operations, um arquiteto paisagista que cria maneiras inovadoras para a arquitetura paisagista, o design e o urbanismo.
     
    O HighLine é um projeto que tem como referente o Promenade Planteé, uma via de trem abandonada que virou um parque elevado que recorre 4.7 km. O trafico do trem fechou em 1969 e foi transformado em o caminho verde em 1993, o parque se eleva 10 metros da rua e forma o Viaduct des Arts. Como o HighLine, o Promenade Planteé foi designado por um equipe dum arquiteto paisagista Jacques Vergely e um arquiteto Philippe Mathieux. Este parque foi o único parque elevado do mundo ate que foi aberto ao publico a primeira seção do HighLine de Manhattan no 2009, a segunda no 2011 e a ultima no 2014 completando o parque.
     
    O teoria da Jane Jacobs tem muitos conceitos, a continuação vão se apresentar os que mais tem conexão com o projeto do HighLine e em relação com os pensamentos de James Corner, o arquiteto paisagista da firma Field Operations  os quais ajudam a explicar melhor as decisões de desenho. O principio da Reorientação fala do significado sobre o materialismo, diz que a paisagem e parte da cultura do lugar. Explica como o desenho é como um agente reconciliador entre a historia humana e a natural, como se deve ter uma forte conexão com o lar e o sentido de pertença. Isto ocorre com claridade no HighLine onde se identificam diferentes estratégias para cumprir com os princípios de Corner. Outro conceito e o Eco-Logico, onde se relaciona a criatividade com os ecossistemas, as dois tem a tendência de incrementar a diversidade e a liberdade. Á arquitetura paisagista precisa criar uma relação com a ecologia. O próximo conceito da Jacobs e Corner que é aplicável ao HighLine é a Re-construção, onde explica que o desenho da paisagem da uma relação entre a cultura e a natureza, o passado e o futuro. James Corner neste conceito explica como é mais importante o  RE que o DE (reconstrução sobre desconstrução), diz que o desenho tem que preservar o que tem valor no lugar. Finalmente o conceito de Critica que prioriza a reconstrução da memoria do lugar, levar a historia á superfície, identificar e revelar as fortalezas do lugar para desenvolver um projeto que potencialize as coisas boas e melhore os problemas.      
     
    Em primer lugar se encontra  a estratégia de reformar que pode ser conectado com a teoria de Jacobs nos princípios de reorientação e reconstrução, o HighLine reforma a maneira de ver y viver a cidade, o jeito de conceber este lugar abandonado e a percepção que se tem da zona. Reanimar que pode ser relacionado com a teoria de reorientação e critica, este projeto devolve a vida a um lugar tão essencial na historia da cidade. Conservar também esta conectado com as dois teorias anteriores, o desenho do HighLine conserva tanto o natural como o artificial e o sentimental. Outra estratégia é aproveitar associado com ecológico e reconstrução, o projeto aproveito onde tem sol, sombra, agua e vento. As plantas cresceram solas acorde as oportunidades do lugar, o desenho se desenvolve do mesmo jeito. Onde a estrutura ferroviária tem sol o sombra feita pelos prédios que estão em torno dela, o desenho do parque crio diferentes espaços acorde as situações do clima existentes. E por ultimo, reinterpretar conectado com os conceitos da teoria, reconstrução e critica. Os arquitetos reinterpretam o existente, cambia a forma de ver umas vias de trem e o converte em um parque lineal.  
     
     
     
  • Presentando outro projeto onde os conceitos do arquiteto Manuel de Sola Morales são aplicáveis, Passeio Atlântico feito por o mesmo arquiteto. Um projeto que se desenvolve no frente marítimo de 269,815 metros2  de área em Porto, Portugal, include usos como infraestrutura viária, equipamentos menores, frente do parque, caminho litoral e uma praça publica. A cidade de Porto se encontrava fragmentada, entre toda a cidade e seus entornos ademais de dar as costas no oceano atlântico. A infraestrutura urbana se encargou com os anos de gerar fraturas dificultando os dinamismos da cidade. Sola Morales utilizo a topografia como estrutura cívica, deu grande importância ao paisagismo do lugar, ao parque da cidade e a praia. Desarmo a estrutura viária e a reinventou, reconstruindo a topografia natural do lugar. Este frente marítimo tem grandes efeitos tanto na estrutura da cidade como a experiência urbana na pequena escala.
     
     
    Manuel de Sola Morales expor diferentes conceitos em seu reconhecido livro De Coisas Urbanas, onde fala de urbanidade como a configuração material que da sentido á cidade, a diversifica, e lhe da identidade. Para Sola Morales a urbanidade propor uma cidade compacta onde o piso térreo é o protagonista. A urbanidade é pelo anterior, dinâmicas que geram experiências urbanas. Acupuntura, como na medicina, na acupuntura se identifica um ponto sensível e se intervém, consequentemente sanando diferentes partes da cidade. Se adiciona energia ao ponto para sanar outros em deterioro. Massa que liga e outro principio que explica Sola Morales, a massa tem a capacidade de unir, pelas visuais, relações verticais e horizontais que puderam gerar. Os evidentes caminhos de conexão são para o arquiteto, a solução em outra escala, mas em términos de cidade a massa e o médio para unir a cidade e a experiência urbana.  A pele das cidades, é a matéria prima com a que se construí um projeto, como a epidermes do home, é a parte física duma cidade. Esta composto de elementos físicos que geram experiências urbanas. Outro principio é a Simultaneidade, Sola Morales diz que da simultaneidade das escalas depende que um projeto responda tanto á cidade como um todo, como ao individuo. A escala é essencial para o análise do desenvolvimento dum projeto, “o quilômetro e o centímetro á vez”. Finalmente Coisas Urbanas, é a apreciação disto a que permite uma aproximação a uma criatividade urbanística. Das coisas urbanas se chega a uma identidade, surgem tipologias implantadas com ritmo o em superposição, fazendo os espaços únicos.
  • A urbanidade da qual fala Sola Morales, na pratica se evidencia em todo o que a intervenção da passeio atlântico propicia. A configuração dos objetos, o manejo das escadas entre outras coisas, da para o frente marítimo, antes esquecido, dinamismo e experiências urbanas. Este projeto não solo gera urbanidade dentro da área de intervenção, também á cidade como um todo. A pele da cidade se vê modificada, quando Sola Morales lhe devolve a Porto o borde ao oceano Atlântico que se havia perdido. O passeio atlântico se compõe de elementos físicos, que geram experiências novas ao cidadão de Porto que antes não tinha aceso á praia, nem ao horizonte.    
     
    Em conclusão se pode dizer que os conceitos propostos por diferentes arquitetos que tem teoria detrás de sua obra arquitetônica o literata são evidentemente aplicáveis em certos projetos. por exemplo a teoria da Jane Jacobs do ano 1961 em seu livro A Morte e a Vida das Grandes Cidades são ainda atuais e são incluídos em muitos projetos feitos hoje em dia. Com foi explicado pelo arquiteto Kees Christiaanse os conceitos presentados por Jacobs são baseados na observação empírica, explica dum jeito real e preciso como as pessoas se comportam na cidade, e pode ser aplicado na pequena e na grande escalo pelo qual é fácil ter esta teoria como base para diferentes projetos sem importar a escala. Igualmente o arquiteto Kees Christiaanse aplica sua teoria em um projeto de uma escala muito grande como o é Hafencity, aqui vemos como os conceitos de Christiaanse se misturam com os da Jacobs e criam um desenho coerente e exitoso para a cidade de Hamburgo. Finalmente vemos ao maestro, Manuel de Sola Morales quem em seu reconhecido livro De Coisas Urbanas explica como desenvolve seus projetos e a teoria detrás das decisões que toma em cada situação. Isto foi evidente no Passeio Atlantico na cidade de Porto, que é uma clara evidencia, e cumpre com todo o que o arquiteto propõe. Para concluir e importante ter uma teoria detrás das decisões que se tomam em arquitetura, para ter claridade á hora de desenhar e explicar um projeto. Para que todo tenha uma coerência e uma logica na qual se crê profundamente. 
     
     
     
     
     
     
     
     
     
    bibliografia
    -Rieniets, Sigler y Christiaanse; “open cities: designing coexistence”, 2009, Amsterdam
    -Entrevista de Giulio Margheri com Kees Christiaanse “Urbanized landscape”
    -Jane Jacobs, “life and death of great American cities”, 1961,random house. New York
    -http://www.hafencity.com/en/home.html
    -http://www.kcap/eu/en/
    -http://www.mp4-interreg.eu/wp-content/up-loads/2012/10/hafencity-place-making-in-a-new-town.pdf
    -Corner, J. Recovering Landscape, essay in contemporary architecture
    -Corner, J. Between Hermeneutics and datascape, a critical appreciation of emerging landscape design theory and practice.
    -http://www.thehighline.org
    -de Sola Morales, M. De coisas urbanas. 2008. Barcelona:Gustavo Gill